Ah, essas crianças!

14.10.13 |


Dia 12 de outubro é considerado Dia das Crianças. De fato uma data com um apelo muito mais comercial do que necessariamente comemorativo e de reflexão. No entanto, não nos cabe invalidar as análises introspectivas, se em momentos como estes elas nos vêm.


As redes sociais estão infestadas de fotos de infância fazendo referência a esta data. Uma movimentação simbólica, um momento nostálgico para ressaltar o quanto este período era aguardado por nós durante nossa infância, o quanto a nossa infância nos faz falta. 

Coloquei no meu perfil do facebook uma foto minha com apenas 01 ano de idade, e me vendo como aquela criança de orelhas e testa grandes, olhar franzido para o lado desconfiando de algo, mas totalmente dependente de alguém, me fez pensar na profundidade inesperada que esta manifestação produz. 

Na verdade, na nossa infância tudo acontecia da forma mais simples, não porque tivéssemos preguiça de ser excelentes, mas porque simplesmente queríamos que as coisas acontecessem. Hoje, como adultos vemos o tempo passar rápido, as coisas serem cada vez mais burocratizadas sem motivo, diminuiu-se o respeito e a confiança no próximo, os sonhos mais simples serem resultado de esforço quase que cruel.

É queridos! O tempo tem voado depressa. Estive um dia destes saindo com minha mãe, já com 70 anos, e enquanto eu dava a mão a ela me lembrei do meu tempo de infância, quando ao andar pela rua ela me guiava pela mão na travessia das ruas, e naquele momento eu estava fazendo isto por ela. Duro foi constatar que aqueles dias de infância me soavam tão recentes como se fosse ontem.

A Bíblia diz que Jesus, ao ver os seus discípulos impedindo que crianças se achegassem dele disse que tínhamos que ser como elas para habitar no reino que Deus nos preparou. O que temos feito nos dias de hoje para que sejamos cada vez mais excelentes para o bem e pureza e inocentes para o mal (Rm 16.19)? Como temos moldado nosso caráter para sermos mais aprazíveis e infantis aos olhos do Pai? Será que temos complicado demais o que poderia ser simples e sem rodeios? Será que, muitas vezes, o fluir de Deus em nossa vida não esteja minguando em decorrência da nossa burocracia?

Se você colocou a sua foto no facebook, twitter, ou seja lá o que, invista alguns minutos olhando para ela, tente lembrar das coias boas que viveu naquele período, de como as tensões do tempo arrancaram de você a pureza do seu sorriso e tente recuperá-la. Tenha um momento com Deus pedindo paz e inocência para lidar com seus desafios. Caso você não tenha aderido a esta movimentação infanto-cibernética, não se sinta preterido. Faça o mesmo com alguma foto de infância que tenha ao seu alcance.

Algumas questões que nos travam, a dinâmica do mundo não permite simplificar. As que são permitidas, por que não?

Eliézer Gomes

Eliézer Gomes

Publicitário, casado, músico por hobby, ministro de louvor, apaixonado pela escrita e agora, tentando ser blogueiro.

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