Quando pequenas férias se tornam em uma grande jornada.

29.7.13 |


Estive de férias durante 15 dias e entre os dias 22 e 26/07, passei uns dias no Rio de Janeiro. Já tive inúmeras oportunidades de ir até lá, mas nunca com tempo de fazer um bom passeio. Viajei junto com Carlos Henrique, um amigo que tenho desde a infância, e tínhamos elaborado alguns trajetos para conhecer bem a cidade. Neste período, duas situações foram determinantes em nossa estadia lá:

1 – a cidade passou por um clima de inverno que há muito não passava. A temperatura variava entre 12 e 18 graus, chegando a chover por alguns dias. Um frio realmente desanimador, mas que não me fez ficar em casa em momento algum;

2 – a cidade respirava as atividades do JMJ. Por todos os lugares só se falava da visita do Papa Francisco ao Brasil. A cidade estava tomada por romeiros de todos os lugares do mundo, focados em servir a Deus, falar de Deus e ver de perto o líder maior de sua religião. Foi bom também conhecer parte destas pessoas: contatamos participantes de outros estados como Rio Grande do Sul e Piauí, assim como gente dos EUA, Holanda, França, Polônia e Grécia.

Como se tratava de uma época fria e de chuva fina, o que nos restava era visitar shoppings e museus. No entanto, todo o deslocamento de trânsito para Zona Sul estava comprometido devido às programações da Jornada em Copacabana, o que nos fez fazer muitos trajetos à pé. Um trajeto marcante que fizemos foi sair caminhando do bairro de Botafogo e ir até o Clube do Flamengo na Gávea, passando por Humaitá e Lagoa, um trajeto de aproximadamente 20km. O cuidado de Deus era tão grande conosco que por muitas vezes andamos em lugares que não conhecíamos, mas sempre no meio do caminho, encontrávamos alguém que pudesse nos indicar e até nos acompanhar. Estes contatos sempre resultavam em uma bela e edificante conversa. Foi cansativo, mas bastante enriquecedor.

Nos lugares que visitávamos, conhecemos alguns participantes da jornada vindos de vários lugares do Brasil e do mundo. Para mim, foram oportunidades de exercitar o um inglês mandraque e ser edificado pela fé e visão de Deus destas pessoas. Dois contatos me foram marcantes: conhecemos um seminarista californiano chamado Steve, que dominava bem o espanhol. Conversando com ele no meu fraco portunglês, pude detectar o brilho nos olhos daquele jovem que deve ter seus 25 anos aproximadamente, a alegria de servir a Deus com sua vida e sacrifício; outro contato nosso foi com um jovem chamado Emerson e sua namorada, que esqueci o nome. Eles eram de Pelotas – RS e também estavam lá para a jornada. Ele percebeu que Carlos e eu falávamos sobre Deus e Sua palavra dentro do ônibus e puxou assunto conosco. Quando dissemos a ele que éramos evangélicos e não estávamos indo ao evento, ficou curioso para saber nossa opinião sobre aquele movimento. Tivemos uma conversa de 20 minutos até o ponto em que ele desceu e, foi bom saber que, durante nossa conversa, nossos pontos em comum eram muito evidentes e os pontos divergentes quase inexistiram.

Passar por aquele frio e ver toda aquela movimentação de fé me serviu de muita coisa: 

- avaliando os deslocamentos feitos, no frio que pelo qual a cidade passava, me mostrou que sou capaz de fazer muito mais por Deus. Sair do meu conforto e ir de encontro aos que precisam de uma palavra e alento é algo que preciso fazer. Se posso andar 20km, a beira de uma lagoa, com um clima de 15°, porque não posso fazer o mesmo pelo meu Senhor e por aqueles que precisam de mim? Tenho orado muito por oportunidades para ser bênção para Ele, mas, sendo bem franco, acho que tenho que mudar o rumo de minhas orações: devo mudar oportunidade por vontade;

- ver a ordem com que todos aqueles jovens se comportavam, a vontade que tinham de estar ali, o testemunho que a maioria deles dava fora das programações me serviu de inspiração e edificação para mim. Por mais que a figura do Papa seja questionada e os interesses do Vaticano sejam controversos, a diligência daqueles jovens para com sua fé estimulava qualquer um que estivesse fraco em sua fé. Foi um tratamento grande de Deus para comigo e ficou latente que é aquela expressão de amor e devoção que Ele espera de seu povo: um povo que não mede esforços para estar junto, que se desloque o que for preciso para beber d’Ele, mas que apresente um testemunho ilibado longe do ajuntamento.

No fim de tudo, minha constatação é de que por mais que se questione a fé católica, sua doutrina, seus pontos teológicos, por mais que se busque a transparência do dinheiro público investido no evento e na vinda do Papa ao Brasil, uma constatação eu tenho: Deus estava ali naquele lugar e naquele ambiente, pelo simples motivo de Ele ter tratado comigo.

OBS: quero dedicar este post ao meu amigo, irmão e padrinho de casamento Carlos Henrique Viana de Almeida pela parceria e cumplicidade destes quase 20 anos de amizade. Valeu parceiro por mais esta “jornada”.


Eliézer Gomes

Eliézer Gomes

Publicitário, casado, músico por hobby, ministro de louvor, apaixonado pela escrita e agora, tentando ser blogueiro.

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