Intenções

20.5.13 |


O meu objeto de estudo, desta, vez é um camarada chamado Geazi, que é o moço do profeta Eliseu. Ele fazia o mesmo trabalho e função que o próprio Eliseu fez junto a Elias. Este jovem tem uma empreitada curta na Bíblia: aparece no capítulo 4 de II Reis, no trecho a partir do verso 8, e o localizo, pela última vez, no capítulo 8, versículo 5. Vale ressaltar que, a partir do verso 27 do capítulo 5, até o último verso supracitado, nem se menciona o nome deste cidadão.

Como falei, a empreitada é curta, mas sua “pequena participação” nos dá assunto suficiente para fazermos uma breve avaliação. E venho, neste texto, avaliar nossas intenções diante de Deus e Sua obra.

No primeiro texto que mencionei, aparece este rapaz sendo hospedado, junto com Eliseu, na casa de uma senhora sunamita. Uma história muito bonita, visto que ela e seu marido tinham muitos bens, eram muito liberais naquilo que possuíam, mas não tinham filhos. O texto não mostra se os filhos eram sonho dela, mas acredito que sim, considerando a época em que se passa a história. Foi o nosso nobre colega Geazi que alertou Eliseu sobre ausência de um rebento naquela família e, logo, Eliseu profetizou um filho ao casal, como forma de agradecer o cuidado recebido deles, mesmo com a descrença inicial da mulher (Leia II Reis 4 de 8 a 17). Podemos constatar que o jovem Geazi foi amplamente usado por Deus para abrir os olhos do profeta, para atender, creio eu, uma oração desta serva.

O tempo passa e, infelizmente, o filho do casal, já crescido, vem a falecer e a sunamita vai ao encontro do profeta para chorar suas amarguras. De bate-pronto, Eliseu dá um desafio maior a Geazi: levar o bordão de Eliseu e ressuscitar o menino. Ele aceitou o desafio e fez tudo o que seu mestre lhe pediu, mas sem sucesso. O milagre só veio a acontecer quando o próprio Eliseu foi à casa da família e, de forma um tanto curiosa, ressuscitou o garoto (Leia II Reis 4.18-37).

Você pode não ter entendido patavinas até aqui, mas o que me faz contar esta história toda é a diferença de você ser usado por Deus e ser agente da transformação de Deus. Veja que Geazi foi usado por Deus para abrir os olhos do profeta quanto a profetizar o filho à mulher, mas não foi usado para ressuscitar a criança quando ela morreu, depois de alguns anos. A simples constatação é de que você pode ser usado por Deus inúmeras vezes, para alertar pessoas, direcionar caminhos, trazer palavras de alento e ânimo. Mas vale lembrar que Deus usou uma jumenta para falar com Balaão - e o pior, a jumenta ganhou a discussão (Nm. 22.21-41). Deus pode usar até um ateu para abrir os seus olhos, mas promover mudança pela ação do Espírito Santo de Deus é somente para os aliançados. E, basta ler o capítulo 5 de II Reis, para perceber que Geazi não estava nada aliançado com a obra de Deus e pagou caro por sua postura.

A minha conclusão me faz pedir a vocês que cuidem de suas intenções ao fazer a obra de Deus. Deus pode usar você uma vez ou outra, mas, se seu coração não estiver entregue à vontade de Deus, não será por você que a mudança será feita e você poderá arcar com altas consequências por ter escarnecido a Deus.


Eliézer Gomes

Eliézer Gomes

Publicitário, casado, músico por hobby, ministro de louvor, apaixonado pela escrita e agora, tentando ser blogueiro.

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