Eu sei o que canto

3.4.13 |


Há oito anos, por necessidade da congregação em que frequento sou ministro de louvor e instrumentista. Sempre fui muito crítico e observador. Carrego essas características como qualidades e fardos que muitas vezes me impedem de louvar a Deus por insatisfações técnicas ou outras mínimas. Mas aprendi algo com meu irmão sobre música e que valorizo muito independente de todo o resto, devemos ter muito temor e atenção ao que cantamos.

Como ministro, não poucas as vezes que vi uma igreja louvando a Deus, mas não de fato expressando as palavras que cantava. Cantando que o Senhor nos libertou e nos fez livres com a expressão de um presidiário no rosto. Ou cantando sobre o perdão de Deus e a unidade do corpo de Cristo em rixa com irmão do lado.

Recentemente tive a rica oportunidade de assistir um coral de crianças de Uganda. Foi realmente uma experiência que não esquecerei. Durante a apresentação algumas crianças contavam um pouco de sua história de vida e de como foram acolhidas pelo projeto Matoto. Todas aquelas crianças viveram dramas dignos de filmes em um país onde a realidade é a guerra, fome, pobreza, abandono e descaso. O projeto Matoto acredita que:

O presente do multiculturalismo é o que ensina acerca da humanidade. Usando a arte como canal para os desejos naturais de conectar-se em formas significativas, nós participamos não através da filantropia, mas por convite e pleno reconhecimento de outras experiências únicas. Nós temos reconhecido que a raiz de muitos dos problemas são resultados de anos de opressão, colonialismo, falta de acesso e controle natural dos recursos, desigualdade de gênero, e outros complexos históricos forcam combinados com muitos fenômenos recentes tamanha pobreza, a epidemia da AIDS e a globalização.” (retirado de http://www.matoto.org/about/)

E através da ação social providencia novas condições de vida para crianças e mulheres e o mais importante, os leva a ter contato com o evangelho transformador e o Jesus que salva. Essas crianças falavam de uma miséria que nós enquanto brasileiros abastados e privilegiados não conhecemos. E apesar disso, cantavam do amor de Deus e da alegria de encontra-lo. E o faziam com alegria dançando enquanto cantavam com um sorriso sempre estampado no rosto de quem tem certeza do que canta e que nós brasileiros jamais demonstramos.

Eu sei! Você vai usar a carta da diferença cultural para dizer que não é do nosso feitio expressar-se da forma como outras culturas. Eu te pergunto: Ser encontrado por Deus não é razão da maior alegria que o ser humano pode ter? Saber que Deus sabe o seu nome e o tem escrito da vida não é motivo para andar com um sorriso no rosto o tempo todo, despreocupado com esse mundo? Como meu pastor gosta de salientar, os torcedores dos times de futebol são mais apaixonados e felizes com seus times que nós somos com o nosso redentor, salvador e razão de vida.

Cantemos sobre o júbilo de servir a Deus, a alegria por estar na casa de Deus, o privilégio por ser chamado filho de Deus, e de todos outros benefícios que Ele tem para conosco. Mas o façamos com o coração realmente grato por isso tudo, e com uma expressão de alegria genuína porque não há privilégio maior do que este de ser encontrado por Deus.



Ronan Valverde Medeiros

Ronan Valverde Medeiros

Sou químico, e não, eu não sei fazer uma bomba e nem tenho porque saber. Meu nome é Ronan Valverde Medeiros, moro em Viçosa-MG, mas estou sempre em Vitória-ES.

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