Escudos de Bronze

15.4.13 |


Ora, sucedeu que, no quinto ano do rei Roboão, Sisaque, rei do Egito, subiu contra Jerusalém, e tomou os tesouros da casa do SENHOR e os tesouros da casa do rei; e levou tudo. Também tomou todos os escudos de ouro que Salomão tinha feito. E em lugar deles fez o rei Roboão escudos de cobre, e os entregou nas mãos dos chefes da guarda que guardavam a porta da casa do rei. E todas as vezes que o rei entrava na casa do SENHOR, os da guarda os levavam, e depois os tornavam à câmara da guarda.”  [1 Reis 14:25-28]

Em todos os lugares sempre é possível encontrar dois perfis de pessoas muito curiosos: os perfeccionistas e os improvisadores. 

Por mais que, às vezes, pareça uma doença e no mundo corporativo seja considerado um defeito, o perfeccionismo é uma característica muito presente na nossa sociedade. O perfeccionista quer que tudo esteja devidamente engrenado e em seu funcionamento pleno; atenta para todos os detalhes e, quando algo compromete o bom desempenho daquilo que está sob seu controle, logo se esmera em normalizar a situação, corrigindo ou alterando o que se danificou.

De outro lado, temos os improvisadores. Falo dos improvisadores no mau sentido da palavra. Não critico os que têm a criatividade e talento de tirar o coelho da cartola em determinadas situações ou criar uma nova dinâmica imediata para resolver um determinado problema. Falo daqueles que nunca estão preparados para passar por inúmeras situações, ou vivem criando gambiarras para que algumas estruturas estejam funcionado, mesmo que pela metade.

Analisando minha vida, em alguns aspectos me encaixo no primeiro grupo e, em outros, no segundo. Isto tem muito da personalidade do indivíduo. Em certos pontos, ele é mais focado; e em outros, mais descolado. 

Mas, eis o que venho trazer à tona: com qual grupo cenário você se identifica quando se trata de nossa vida com Deus e, consequentemente, nossas obras para Ele? Você se vê como alguém que atenta para os pequenos detalhes do seu viver ou se vê apresentando/ entregando qualquer coisa para o seu Senhor, pois foi o que deu pra fazer no tempo que sobrou? Recomendo ler uma série de textos escrita pelo nosso amigo editor, Luiz Fernando, com o nome de “Ah, é pra Deus!

Penso que, no que tange à obra de Deus, devemos ser perfeccionistas sim, pois a visão de perfeição pode variar de uma pessoa para outra, mas, no fim de tudo, você tem a certeza de que ofereceu o seu melhor. Não me esqueço de um filme que vi, chamado “This Is It”. É um documentário sobre a vida e trabalho de Michael Jackson, mais especificamente dos últimos ensaios antes de sua morte. Lembro-me de um momento em que ele parou um ensaio de uma das canções e pediu que fosse reiniciada, devido a um erro que somente ele detectou. Ele transparecia ser um pouco chato, mas tudo isto porque ele queria oferecer o melhor ao seu público. Eu, muitas vezes, me vejo ensaiando uma música no louvor da igreja e deixando alguns erros passarem desapercebidos, pois o que apresentamos, ao meu ver, está bom.

Embasado no texto acima, vemos que o rei Roboão colocou escudos de bronze em lugar dos de ouro, que lhe foram levados para ser usados pelo exército. Você tem colocado bronze em lugar de ouro quando se trata da obra de Deus? Fazendo uma analogia bem infame; se em vez de oferecer a primazia, você oferecer algo de “terceira” categoria, lembre-se que Deus ofereceu o único filho que Ele tinha para salvar a sua vida.


Eliézer Gomes

Eliézer Gomes

Publicitário, casado, músico por hobby, ministro de louvor, apaixonado pela escrita e agora, tentando ser blogueiro.

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