Que lição!

21.3.13 |


A humanidade não se cansa de nos surpreender. No último dia 10, Alex Kozloff, 22 anos, atropelou o ciclista David Souza, 21 anos. Até então, parece ser uma notícia já considerada normal. O que sucedeu após o acidente é que vem causando bastante revolta e sensibilização. O motorista, embriagado, além de não prestar os devidos socorros e fugir, jogou o braço da vítima, que estava preso no carro, em um córrego.

Ouvi sobre este caso na faculdade, onde nos envergonhamos além de tudo, pelo atropelador ser estudante de psicologia. Mas somente hoje assisti um pouco a respeito do que aconteceu e tive a oportunidade de ouvir a própria vítima relatando sobre o ocorrido no programa Mais Você, apresentado por Ana Maria Braga. No programa, foi exibido um vídeo no qual David diz haver perdoado o agressor e que gostaria de oferecer este perdão pessoalmente, quando sair do hospital. 


Uma atitude extremamente difícil, principalmente por não ser apenas externa, mas por vir de dentro. Para que algo assim possa ser oferecido tão cedo, é necessário haver muito amor! Eu não sei se conseguiria perdoar tão facilmente se fosse comigo. Você conseguiria?

Essa história me comoveu muito e me fez pensar em quantos ‘braços’ temos arrancado e tentado esconder. Quantas faltas nós temos por não cumprir nosso papel e dever de cristãos. Reprovamos tanto a atitude de Alex, mas não percebemos que também deixamos de ser misericordiosos e que somos falhos o tempo todo. Não quero defender nem dizer que ele estava com a razão, pelo contrário. Entretanto, acho muito fácil, em momentos como este, apontarmos o dedo e nos escandalizarmos, como se fôssemos isentos de culpa. Se a própria vítima conseguiu perdoar, não cabe a nós continuar culpando ou criticando. De quem ele mais feriu, obteve perdão.

Ana Maria, em uma conversa ao vivo, por telefone, com a vítima, perguntou o que o motivou a perdoar de maneira tão sincera. O menino simplesmente respondeu que era algo que ele havia aprendido com sua família: a perdoar sempre quem faz mal a si e também a respeitar qualquer pessoa à sua volta para ser respeitado.

Sinceramente, antes de ouvir a reposta, imaginei que ele teria algum vínculo com o cristianismo. Depois, percebi o preconceito do meu pensamento. Por que somente um cristão teria esta atitude? A verdade é que eu me surpreendi ao ver alguém, ainda que indiretamente, sensibilizando e, ao mesmo tempo, EVANGELIZANDO em rede nacional. Sim, evangelizando, mesmo que não tenha gritado para que alguém entregasse a vida a Jesus, que não tenha levantado o nome de uma denominação ou líder. Com uma atitude humana ele conseguiu mostrar que, se quisermos, podemos fazer o bem, podemos perdoar a quem mais nos machuca.

Que lição! Aprendi muito mais com esse cara do que em muitas reuniões religiosas de que já participei. Minha intenção não é finalizar o texto dizendo para repensarmos nossa atitude como cristãos e para termos mais amor ao próximo. Isso não deveria ser pregado cansativamente para os “velhos de casa”. Isso é mais que nossa obrigação! Eu só peço que repensemos nossas atitudes como seres humanos! Independente do que a igreja nos ensina, do que nossos costumes nos direcionam. Como podemos ser melhores e demonstrar o amor de Cristo por nós através da nossa humanidade?



Samara Lacerda

Samara Lacerda

Nasci em 1991, moro em Minas Gerais. Estudo Psicologia, a ciência que amo e escolhi. Sigo Jesus, o mestre que me inspira a viver, que me escolheu.

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