Pródigo? Eu?

18.3.13 |


Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés; E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos; Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se. - Lucas 15.22-24

Um dos trechos mais conhecidos dos evangelhos é a Parábola do Filho Pródigo. Em resumo, é a estória de um filho que pede ao pai a parte que lhe cabe da herança, segue pela vida a fora a desperdiçar a sua parte com falsos amigos e volta para casa, arrependido e sem nada. É recebido pelo pai com o mesmo amor de antes e o extremo ciúme do irmão.

Esta parábola mostra, em seu contexto, uma série de desdobramentos. Comparada à nossa relação com Deus, ela fala do perdão infinito do Pai Eterno, do arrependimento sincero do filho maltratado pelas experiências fora do caminho do Senhor, a descrença do próximo ao ver o arrependimento do perdido. Mas creio que, tão importante quanto trabalhar as lições finais que a parábola nos oferece, é ressaltar o “durante” da estória.

Analisando a parábola, vemos que o arrependimento deste filho se dá quando ele se vê sozinho, sem nada, com toda a sua herança perdida, sem o apoio dos “amigos” que o cercavam e, lamentavelmente, longe de casa. No universo da igreja, vemos muitos filhos pródigos que podem se encaixar neste cenário. Todos nós temos dons, talentos e bênçãos dadas por Deus e, algumas vezes, cometemos o erro de concentrar nossos esforços para usar estas dádivas em coisas que não acrescentam nada ao Reino de Deus. Pessoas com liderança nata poderiam usar o seu dom para congregar pessoas, mas exercem sua influência para dividir a igreja; a pessoa que tem eloquência das palavras estabelecendo intriga em decorrência das fofocas; o levita faz do altar um palco para atrair louvor para si. Assim como o filho pródigo, podemos nos ver desperdiçando bens valiosos dados por Deus e jogando-os no lixo, pois o benefício próprio pode acontecer, mas iremos nos ver perdidos, sozinhos e longe dos braços do Pai em um curto espaço de tempo.

Que esta palavra sirva de alerta para todos nós: cuidemos de nossos dons, pois o mau uso deles é a nossa perdição. Porém, se o coração está arrependido, é só querer voltar. Deus nos recebe com amor, quando o arrependimento é sincero.




Eliézer Gomes

Eliézer Gomes

Publicitário, casado, músico por hobby, ministro de louvor, apaixonado pela escrita e agora, tentando ser blogueiro.

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