Luz, Câmera, Fé: Até que a $orte nos Separe

5.2.13 |


Hoje, na continuidade da série Luz, Câmera, Fé decidi falar sobre a comédia nacional Até que a Sorte nos Separe.

Vou justificar minha escolha; primeiro, porque nas últimas semanas três editores do JuveMetodista se casaram, isso me fez pensar, acho que está na hora de falar um pouco sobre um assunto tão importante pra vida da igreja e da sociedade: o casamento.

Segundo, entendo ser necessário valorizar as produções nacionais numa série que fala sobre cinema e fé. Pois na minha opinião, nos últimos anos, as produções cinematográficas feitas no Brasil têm melhorado consideravelmente, o que torna estes filmes cada vez mais atrativos aos expectadores. Inclusive, esta comédia brasileira atingiu mais de 3,3 milhões de expectadores, sendo o mais assistido entre os produzidos em terras tupiniquins no ano de 2012.

Falando sobre o filme, ele tem um enredo bastante engraçado que é dinamizado pela participação do famoso comediante Leandro Hassum como personagem principal. E conta a história do casal Tino e Jane que viviam um início de casamento bem apertado, que tinham que suar muito para colocar o pão de cada dia na mesa. Mas, repentinamente, eles têm a sorte de ganhar 100 milhões de reais na loteria.

A partir daí, faz-se um salto de mais de uma década, e o casal que havia prometido que nunca deixaria o dinheiro mudar quem eles eram, passa a ser uma dupla que pouco ou nada tem a ver com o casal das primeiras cenas do filme.

Tino que era um magro e atlético professor de educação física passa a ser um sedentário de marca maior, com vício por comida e por compras extravagantes de carros, viagens e casa de luxo. Já Jane vira uma legítima nova rica, que gasta rios de dinheiro em tratamentos estéticos e que sua maior preocupação está sobre qual será sua nova roupa ou cor de esmalte. O problema é que após alguns anos de gastos exorbitantes o dinheiro acaba, e o casal é obrigado a lidar com questões que o torpor, causado pela excelente condição financeira que tinham, não os deixava ver.

Dificuldades para lidar com o compartilhar das coisas, dos sentimentos e das preocupações vem à tona; filhos excessivamente mimados passam a dar trabalho; dívidas a pagar geram instabilidade e ameaçam a família de um completo rompimento. Não vou lhe contar o resto do enredo, prezado leitor e leitora, porque senão não tem graça, não é!? Inclusive, caso você queira assistir ao trailer é só clicar no link que está abaixo do texto.

Dito isso acerca do filme, fico a pensar, quantos casais que conheço passam por problemas conjugais! Como a falta de diálogo e a preocupação excessiva com o dinheiro geram rompimentos em relacionamentos. Por que será que alguns casais se esquecem de viver o básico para que qualquer relacionamento humano dê certo: afeto, carinho, confiança, tolerância, compromisso, cumplicidade e, sobretudo, amor?!

Minha relativamente curta jornada de vida não me permite ter todas as respostas para esta pergunta, mas gostaria muito de chegar no mesmo estágio de vida que alguns casais já chegaram, completando suas bodas de prata, ouro, diamante etc.

E pra falar deste assunto biblicamente não precisa fazer muita força, pois as páginas das Sagradas Escrituras estão repletas de relatos sobre a vida do casal. Vou deixar, então, uma de minhas passagens favoritas e que acredito sintetizar muito bem o princípio para quem procura viver uma vida a dois de forma saudável, seja na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, na riqueza ou na pobreza, até que a morte os separe:

“O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba...” (1Coríntios 13.4-8a)

Que Deus abençoe os novos e os velhos casais, para que a família seja um local de aconchego, cura e cuidado.

E que a bênção do Deus Pai, Filho e Espírito Santo esteja abundantemente sobre seu lar!

Grande abraço.




Lucas Ribeiro

Lucas Andrade Ribeiro

Nasci e cresci em Ipatinga/MG. Fiz filosofia na Unicamp; e, hoje, sou seminarista

na FaTeo, mestrando em Ciências da Religião e atuo na Metodista do Ipiranga.

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