Dias que estão por vir...

4.12.12 |


Sinto-me impelido a começar este texto, contando um pouco a você, leitor e leitora, sobre os últimos dois meses que se passaram. Olha, foram dias muito difíceis e corridos, não me lembro de qual foi o último dia em que acordei sem ter o sentimento de que precisava de, pelo menos, mais umas 8 horas pra dar conta das atividades.

Quando falo acerca da correria que enfrentei neste último trimestre do ano, imagino que eu não seja o único que tive que gastar forças extras pra dar conta de tudo. Na verdade, acho que não dei conta de tudo não; foi só da maioria, na melhor das hipóteses... Quando a coisa aperta de verdade, começamos a ter que escolher entre urgências e prioridades e nem sempre é fácil fazer estas escolhas. Deixar coisas pra trás é desconfortável, embora, às vezes, seja extremamente necessário.

Pois bem, falei um pouquinho sobre meus últimos 60 dias, mas agora quero lhe falar rapidamente dos meus últimos 6 dias. Nesta semana, comecei a ver brotar os primeiros galhinhos de plantas que estou semeando há anos, admito, no meio do caminho; várias vezes, pensei em desistir. Mas, graças ao apoio de pessoas amadas e as forças obtidas por meio dos momentos de comunhão na família da fé, consegui, pelo menos por agora, ter a sensação de que venci esta etapa. E como é bom ter a sensação de que fez sua parte! Acho que é mais gostoso do que ganhar um presente.

Além disso, toda vez que entramos em dezembro, dois pensamentos me vêm a cabeça; o primeiro é: o ano está acabando, daqui a pouco já será tempo de rever amigos, familiares e, principalmente, de descansar. O segundo é: já é natal. E esta é uma data muito legal... comida, família, igreja, descanso, e, no caso da nossa região do país, calorão de matar!

Ai, que sentimento bom tudo isso me traz! Pensando nisto, lembrei-me das famosas palavras do sábio: “tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu: há tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e de arrancar o que se plantou” (Eclesiastes 3.1,2). Creio que agora é o tempo em que Deus poderá me conceder descanso e refrigério, uma breve pausa para recarregar as baterias, antes de voltar à correria, muitas vezes alucinada, do dia a dia.

Frente a isso, quero lhe convidar a valorizar os marcos, os dias festivos, os tempos de estar junto com pessoas que amamos; e, também, de rememoramos os momentos que nosso Criador bondoso e misericordioso nos concedeu para comemorarmos o fato de que Ele nos ama tanto, que enviou seu filho unigênito para habitar entre nós, como uma humilde e frágil criança. 

Lembremo-nos das oportunidades que tivemos e aproveitamos, sem nos esquecer daquelas que negligenciamos. Contudo, mais importante do que olhar para trás e fazer saudáveis balanços, é tempo de olhar para frente, para cima, para a estrela que já começa a apontar para Belém. Comecemos, desde já, ainda no início deste último mês do ano, a olhar na direção da luz que brilha desta estrela e que nos aponta o caminho do Deus que se fez bebê, por amor a você e a mim.

Quero viver intensamente estes dias que estão por vir, valorizando-os e agradecendo a cada nova oportunidade que Deus me der. Mas não gostaria de viver isso sozinho; por isso, quero convidar você, a se dispor a viver a aventura de aguardar, com alegre ansiedade, por estes últimos dias do ano que estão por vir...

Um grande abraço,


Lucas Ribeiro

Lucas Andrade Ribeiro

Nasci e cresci em Ipatinga/MG. Fiz filosofia na Unicamp; e, hoje, sou seminarista na FaTeo, mestrando em Ciências da Religião e atuo na Metodista do Ipiranga.

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