Amanhã...Será?

6.12.12 |


Não anuncie precipitadamente o que você vai fazer amanhã; você nem sabe o que o aguarda no dia seguinte.” (Pv 27.1 / Tradução Contemporânea) 

O livro dos Provérbios me encanta! Em todas as oportunidades, que o leio, fico perplexo com a intensidade das sabedorias de vida que fluem de seus escritos. Meus encontros com a sabedoria dos Provérbios, sempre, levam-me a repensar minha caminhada de vida. Li recentemente, que sem sabedoria a criação ‘não anda’, e, concordo com isso, pois, a sabedoria nos ensina a andar, ou seja, a viver. Quando falta sabedoria, andamos por caminhos tortuosos, ou muitas vezes, nem andamos, nos encontramos estáticos; sem vida.

Este versículo expõe um anseio da humanidade; a ansiedade em dominar nossos passos, a fim de gerar a esperança que amenizaremos os riscos da vida (precipitaremos o amanhã), se certas atitudes forem tomadas. Confesso, durante este ano vivi isso intensamente. Tentei por inúmeras vezes produzir atitudes que, possivelmente, me levariam a um lugar de segurança.

Porém, aprendi na dinâmica da vida que “não se sabe o que o aguarda no dia seguinte”. A cada dia que passa me surpreendo, ao perceber os acontecimentos imprevisíveis da minha vida. Pior ainda, em observar que, várias vezes, a segurança que entedia ter alcançado através das minhas pretensiosas atitudes, foram quebradas pela dinamicidade e complexidade da vida. 

A vida é complexa; ela não se explica. Ela deve ser vivida! E vivida em abundância; assim como disse um sábio judeu. Chega um tempo em que precisamos aceitar a complexidade da vida. E muito mais do que isso; crer no cuidado e na ação de Deus em nossa vida, que é muita mais segura do que nossa, presunçosa, busca por segurança.

Talvez, você viveu desta maneira durante esse ano. Buscando, intensamente, uma segurança em suas próprias capacidades e atitudes. Contudo, este provérbio nos ensina a deixar o amanhã nas mãos daquele que é o “Pai da Eternidade”. Não um Pai que manipula a vida para que tudo nos vá bem. Mas, um Pai que é Emanuel, ou seja, que vive sempre conosco, tanto nas vitórias, como nos fracassos.

Rubem Alves escreveu sobre um personagem imerso nessa dinâmica de fracassos e vitórias. E sempre que questionado sobre sua situação vivenciada, a resposta era sempre a mesma: “Se é bom ou se é mau, só o tempo dirá...”.

Oro para que possamos viver, realmente, dependentes do cuidado de Deus e não dependentes do nosso próprio cuidado. Não escravos da ansiedade, mas, livres para uma vida sem medo do amanhã que virá. 

Que Deus nos ajude alcançar um coração sábio!


George Paradela

George Paradela

Sou seminarista, tenho 22 anos. Moro em São Bernardo do Campo/SP, gosto de trabalhar com juventude, amo música e estudo teologia.

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