Jó, silêncio e esperança

7.11.12 |


Depois os três se assentaram no chão com ele, durante sete dias e sete noites. Ninguém lhe disse uma palavra, pois viam como era grande o seu sofrimento.” - (Jó 2.13)

A história de Jó é muito intrigante! Ela começa nos ensinando, claramente, que todos sofrem. Mesmo aquela pessoa mais íntegra e reta está sujeita a sofrer.

Diferente de muitos slogans que prometem cessar o sofrimento, a caminhada com Deus não nos dá essa garantia. Caso você tenha alguma dúvida em relação a isso, dê uma lida na história de Jó.

Talvez você esteja perguntando agora: sendo assim, o que a caminhada com Deus nos garante? Acredito que a continuidade da história de Jó pode nos ajudar.

O texto de Jó nos relata que, após sofrer grandes provações (perder família, bens e sua própria saúde), três amigos que moravam em outras regiões, condoídos com a notícia que souberam sobre Jó, vão ao encontro do amigo desamparado.

Percebendo o enorme sofrimento que assolava Jó (cf. 2.12a), seus amigos foram envolvidos de grande tristeza e compaixão por ele. Rasgaram seus mantos e lançaram pó sobre a cabeça (Cf. 2.12b); atos que eram realizados em rituais de luto, como símbolo de assistência ao falecido e também realizado em situações de grande tristeza, como no caso de Jó, que passava por um tempo de tribulação profunda.

Contudo, a atitude dos amigos de Jó, destacada no verso 13, ensina-me algo profundo. O texto relata, depois de chorar pela situação de Jó, os amigos sentam no chão com ele e permanecem em silêncio durante sete dias e sete noites.

Com esta atitude, percebo que existem situações em que a nossa presença é mais importante que nossas palavras. Tenho observado que, em certos momentos da vida, a nossa presença pode trazer alívio para o tempo de dor; enquanto nossas palavras podem trazer mais peso.

Na caminhada com Deus tenho aprendido a ficar mais calado e ser mais presente. Ser como os amigos de Jó, chorar e sentar junto ao companheiro, onde ele estiver. Ser um irmão na adversidade (cf. Pv 17.17).

Sendo assim, o que Deus nos garante? Talvez, não seja alívio imediato (Como no caso de Jó), mas, nos garanta a possibilidade de enxergarmos Deus em meio ao sofrimento. “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem.” (Jó 42.5).

Talvez, a sua presença em situações de sofrimento possa fazer com que outras pessoas enxerguem que existe esperança em Deus. Esperança que é maior que o sofrimento.

Oro para que nossa vida seja um sinal de esperança em meio ao sofrimento!


George Paradela

George Paradela

Sou seminarista, tenho 22 anos. Moro em São Bernardo do Campo/SP, gosto de trabalhar com juventude, amo música e estudo teologia.

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