Divergir não é desunir.

8.10.12 |


"Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união." [Salmo 133:1]

O que venho trazer aqui nesta reflexão é algo que muitos já trouxeram em muitas mensagens: União entre os irmãos.

“Ah, cara! Vai chover no molhado de novo?” Talvez, você pense assim! Na verdade, eu não gostaria de defender uma tese, mas expor algumas impressões que defendo pessoalmente e que tenho compartilhado com alguns amigos.


Somos um povo que quer obedecer a Deus. Amém? Uma vez que temos esta postura, é normal que discordemos e até nos escandalizemos com muito do que se quer fazer em nome de d’Ele. Algumas posturas realmente não se encaixam na vivência que temos do evangelho e da revelação da palavra. Não falo aqui de interpretações divergentes, mas sim de posturas que escandalizam. Tais posturas tendem a despertar nosso senso de opinião e, muitas vezes, tendemos a colocar alguns ministérios e líderes em descrédito.

Recentemente, ocorreu de ser divulgada em todo o Brasil a foto do pr. Lúcio Barreto cheirando a bíblia, com a mesma postura de quem cheira uma carreira de cocaína. Pessoalmente, acredito que esta apresentação do pastor não foi nada prudente, mas conheço e acompanho o ministério dele há um bom tempo. Mesmo me escandalizando, não me foi possível colocar em descrédito o seu pastoreio e tive apenas dois simples motivos: 1: não sou Deus, logo não tenho o poder de julgar; 2: ele só errou porque ousou fazer algo diferente.

Volto a dizer que fui contra a postura do pastor, mas isso me fez pensar que muitos de nós, que nos colocamos na posição de críticos, fazemos muito pouco ou quase nada para o crescimento do Reino. Muito de nós, fazemos nossos ministérios até meio entediados por ter medo de ousar e fazer algo errado. E, mesmo assim, nos colocamos a criticar os resultados que X e Y têm colhido, sejam eles bons ou maus.

Você pode perguntar: “mas a Igreja não deve denunciar?”. Deve, mas denunciar é diferente de difamar. E o que vi foi um servo de Deus ser difamado por muitos outros servos, o que mostra o quanto nós somos desunidos. Em uma entrevista dada pelo pastor a um jornal do Espírito Santo, ele disse que nós temos muito mais pontos em comum do que divergentes, mas nós temos a cruel necessidade de enfatizarmos mais as diferenças e estabelecer nelas o relacionamento com outros irmãos, sejam de outras igrejas ou da nossa própria igreja, criando um relacionamento desgastante e rançoso.

O que gostaria de salientar é que podemos divergir - e a divergência bem construída é sempre saudável -, mas nunca nos desunirmos. Nosso inimigo maior impera no mundo em que vivemos e, desunidos, somos fracos para vencê-lo. Posso discordar em muitas coisas que você, leitor, defende; e, sinceramente, não espero que você concorde com todas as ideias por mim aqui defendidas (dando total liberdade para que você apresente suas discordâncias neste post). No entanto, saiba que preciso muito de você, de sua fé e das suas orações; para que juntos, vençamos o mal que assola a igreja, o mundo, a nós!


Eliézer Gomes

Eliézer Gomes

Publicitário, casado, músico por hobby, ministro de louvor, apaixonado pela escrita e agora, tentando ser blogueiro.

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