As intenções que permeiam nossos atos

27.9.12 |


"Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz." [Filipenses 2.3-8]

Vivemos em um mundo que, cada vez mais, nos cobra iniciativa em tudo. Precisamos fazer, falar e mostrar para que nós viemos. A igreja de Cristo também tem este papel: precisa marcar presença e soltar a sua voz. No entanto, a palavra de Deus deixa claro, no texto supracitado, que devemos cuidar das intenções que permeiam nossos atos.

No último dia 22, estive participando de um evento chamado Metodista Solidário, ocorrido em Coqueiral de Aracruz (ES) e organizado pela Sociedade de Mulheres. Não éramos muitos; devíamos ser uns 50, no máximo, mas estávamos sedentos para servir àquela comunidade com nossos dons e talentos. Não importava quantas pessoas comparecessem para serem servidas... queríamos servir a todos os que ali fossem.

Antes que começássemos a trabalhar, o pr. Natanael Gomes (mais conhecido como Meu Pai), nos trouxe uma pequena reflexão, baseada no texto acima. Uma observação marcante foi que Paulo pediu que houvesse em nós o mesmo sentimento de Cristo. Ele não pediu as mesmas palavras; embora as palavras de Cristo sejam perfeitas e inquestionáveis, nossas palavras são de fácil corrupção. Ele pediu o sentimento; esse não se engana, não se equivoca e, uma vez sendo como o de Cristo, conduz toda a situação sem soar como algo tendencioso. Pudemos trabalhar focados nesta intenção.

É importante ressaltar a diferença de postura que há no Antigo e no Novo testamentos: o Pentateuco pede a nós uma postura externa impecável, não dando tanta atenção ao que está nos corações das pessoas. Não importava muito se o camarada não estava muito ligado ou muito feliz com aquilo tudo, se o seu coração estava cheio de intenções más... o importante era cumprir! No Novo Testamento, o evangelho de Jesus sempre  faz questão de nos mostrar o porquê da obediência. Uma vez sabendo o porquê de tudo e entendo o cuidado de Deus com todas estas “normativas”, a intenção de obedecer é totalmente diferente. Não é mais fácil, mas é bem mais compreensível.

O sentimento e as nossas intenções são parâmetro para as nossas atitudes diante de Deus. Se formos mal-intencionados, poderemos fazer um belo trabalho, que talvez possa contribuir muito para o Reino, mas é vão para Deus. Tendo o sentimento de Cristo, um mínimo que fizermos desdobrará em grandes coisas e nos impulsionará a fazermos mais e mais, simplesmente porque Deus quer que façamos.


Eliézer Gomes

Eliézer Gomes

Publicitário, casado, músico por hobby, ministro de louvor, apaixonado pela escrita e agora, tentando ser blogueiro.

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