O grande problema da igreja - EU.

9.8.12 |


Nos últimos tempos, as críticas contra a igreja têm crescido e, graças a Deus por essas críticas, pois elas são coerentes; o que as pessoas pensam sobre a igreja é a mais pura verdade: somos o resultado do que semeamos.

Tenho pensado com muita tristeza sobre a igreja e cheguei à conclusão de que eu sou o maior dos pecadores, sou a pior das pessoas, eu sou o maior agente da decadência da igreja, não por minhas críticas, porque minhas críticas não são mentirosas ou incoerentes, elas dizem de verdade o que sinto. Quero que todos saibam quem sou e o que penso; cheguei à conclusão de que tenho a necessidade de ser conhecido na Terra como sou conhecido no céu.

Ao longo dos anos, nós, evangélicos, estamos tentando passar uma imagem que não somos capazes de sustentar; temos carregado um fardo muito pesado pra gente e, infelizmente, não passamos de palhaços tentando alcançar o mundo através das nossas palhaçadas. A culpa é minha de fazer da igreja o que ela é. Aprendi que precisava pregar pras pessoas o que me ensinaram, mas, no fundo, falo do que não sei, falo da revelação pessoal de homens de Deus, por isso não sou capaz de viver o que prego. Preciso ser, preciso pregar em atitudes, não em palavras.

Hoje, na maioria das vezes em que vou conversar com uma pessoa que conhece a palavra de Deus e está desviada, ela sempre questiona muita coisa que me deixa sem resposta... e chego à conclusão de que nunca terei resposta pra ninguém, porque a bíblia diz que preciso ser a resposta, preciso ser a referência, preciso ser padrão pros fieis. As pessoas estão cansadas das minhas frases bonitas, cansadas de “Jesus te ama”; elas precisam do meu amor, da minha dedicação e, principalmente, da minha vida, pois eu não tenho a marca da promessa coisa nenhuma: EU SOU a promessa pra essa geração perdida e mal informada. Preciso me aprofundar na palavra que liberta qualquer um de qualquer jugo ou fardo que não seja seu; o meu fardo se torna leve quando me aproximo de Cristo e, quanto mais me próximo de Cristo, mais me torno o Cristo que reconcilia pessoas com Jesus.

Então, vou continuar criticando a igreja sim, pois fui batizado com uma unção de indignação... a mesma indignação santa que estava sobre Jesus quando Ele entrou no templo, com um chicote na mão quebrando tudo, pois as pessoas estavam transformando a casa de oração em covil de salteadores; essa unção está sobre mim, hoje, e sinto que preciso ser como Jesus, não só quebrando, brigando ou pregando, mas ser verdadeiramente igreja, alguém digno de ser seguido.

Por isso eu digo: Não faça o que eu digo, faça o que eu faço! Eu sou a igreja, não as instituições que temos visto e ouvido; posso, com todos os meus erros que não são poucos e que podem aumentar, dizer: o que me define é a presença de Deus em minha vida e isso me faz alcançável pras pessoas e dependente de Deus, como resultado, um pecador santificado pela graça de Deus, digno de ser seguido.

Lembre-se: a responsabilidade de mudar a igreja é exatamente sua, que viu os problemas da mesma!


Juninho Porto

Juninho Porto

Olá, meu nome é Juninho Porto, tenho 27 anos e sou missionário da JOCUM (Almirante Tamandaré) Curitiba/PR. Trabalho com o "SIGA"(Equipe Móvel de evangelismo).

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