Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.

9.7.12 |


Confesso que adoro ler as repreensões que Jesus fazia às doutrinas dos homens. Ele não somente tinha autoridade, autenticidade para falar, como calava a boca de todos sem mesmo perder a compostura e sabedoria. Ainda com tantas censuras e críticas feitas, muitos não conseguiam discernir os ensinamentos de Jesus. Mas, ainda assim, seus princípios prevalecem e estão disponíveis a nós em nossos tempos. Graças a Deus por ainda podermos estudar e aprender sobre a Palavra em liberdade no nosso país.

Considerando todas essas questões, eu tento entender como ainda falhamos em transmitir a mensagem de Jesus. Como, muitas vezes, repetimos os mesmos erros cometidos nos tempos de Jesus, sendo que Ele nos deu orientação sobre o correto. Temos um manual, mas, constantemente, pedimos perdão por termos andado perdidos.

Ao ler sobre a censura feita aos mestres da Lei, em Lucas, um versículo em especial chamou minha atenção: "Mas ele respondeu: Ai de vós também, intérpretes da Lei! Porque sobrecarregais os homens com fardos superiores às suas forças, mas vós mesmos nem com um dedo os tocais." (Lucas 11.46).

Jesus tocou num ponto crucial: Como podemos cobrar de alguém certa compostura, quando nós mesmos não damos conta de assumir? Lembrei-me de uma citação que ouvi muito durante minha infância: Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. Está errado! Isso não pode ser aplicado aos que se dizem cristãos.

A verdade é que estou cansada. Cansada de sermões demorados, sensacionalistas, que nos passam uma mensagem simplesmente impossível de ser praticada. Rodamos em círculos, debatendo os mesmos assuntos, as mesmas questões, quando não conseguimos trazer para nossa prática diária. Quantas e quantas pessoas desistem da caminhada de fé quando entram em contato com uma realidade inevitável, na qual foram motivadas a esquecer e fantasiar?!

Não vi até agora Jesus iludir pessoas, fantasiando a fé de seus seguidores e discípulos. Jesus perdoava, libertava e dava orientações concretas, para a manutenção de uma fé de raízes. Diferentemente de pregar o que as pessoas gostariam de ouvir, Ele pregava o que as pessoas precisavam ouvir.

Do que eu, você, nós precisamos? Precisamos de um evangelho prático, limpo, transparente; no qual não somos cobrados por práticas que nem mesmo nossos “líderes religiosos” conseguem manter, mas precisamos ser incentivados a seguir os passos de quem orientou e viveu o que pregou!


Samara Lacerda

Samara Lacerda

Nasci em 1991, moro em Minas Gerais. Estudo Psicologia, a ciência que amo e escolhi. Sigo Jesus, o mestre que me inspira a viver, que me escolheu.

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Kelley

Há um terrível problema na falta de conexão da teoria com a prática. Várias vezes Jesus entrou em atrito com aqueles que conheciam a Palavra de Deus, mas não praticavam.
"Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus." (Mateus 5:20).
"Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço." Algumas vezes, fazendo uso do discernimento, devemos, sim, fazer o que ouvimos, ainda que a prática de quem fala seja uma contradição. Jesus disse: "Fazei tudo quanto eles - os fariseus - vos disserem, porém não imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem" (Mateus 23:3).

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