O amor é eterno enquanto dura?

30.5.12 |


Há pouco tempo foi veiculada na TV uma propaganda de cerveja em que o noivo promete, no altar, que ele só será fiel se a sua noiva for gostosa sempre, como a cerveja que ele toma. O comercial até pode ser divertido, mas lembra uma triste realidade nestes nossos tempos de relacionamentos descartáveis: Qual é mesmo o prazo de validade de um namoro? 
Conforme outra propaganda na televisão, um relacionamento não costuma durar nem mesmo um ano. Neste segundo comercial, Débora Secco está comprando um celular, e, na promoção, pode levar outro para o seu namorado e, assim, os dois poderão se falar, por um ano, com preço reduzido. Mas a atriz se espanta com a proposta de ficar um ano com o mesmo cara... Houve um tempo em que o namoro durava mais, muito mais, e tudo girava em torno da intenção de um possível casamento. Os encontros aconteciam na casa da moça, até um horário determinado pelos pais; os diálogos entre o casal aconteciam na sala ou no portão da casa; os abraços e beijos eram limitados pelo medo da bronca dos pais e também porque os jovens eram educados para se preservarem; houve um tempo em que os relacionamentos eram mais ingênuos e puros. 

Hoje, este tipo de relação é motivo de piada. Namoro hoje é ficar. Na verdade, estamos sendo vítimas de uma propaganda enganosa e maldosa, que tenta vender a ideia de que feliz é aquele que experimenta, experimenta e troca se o “produto” não foi bem do seu agrado. Será? 

Vinícius de Moraes, consagrado poeta do qual gosto muito, no belo poema "Soneto da Fidelidade", falando sobre o amor, diz, na minha opinião, uma grande besteira: "Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure". 

Mas que conversa é esta? O amor é eterno enquanto dura? E, se tem prazo pra acabar, será de fato, amor? É aceitável pensarmos: “vamos ficar juntos enquanto tudo estiver legal, enquanto houver emoção e, quando acabar o amor, cada um que siga o seu caminho”? 

Sou mais o poema do apóstolo, verdadeira apologia ao amor, que nos fala de como deve ser o sentimento ideal para nutrir qualquer uma relação: “O amor é paciente e bondoso. O amor não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso. Não é grosseiro, nem egoísta. Não se irrita, nem fica magoado. O amor nunca desanima, mas suporta tudo com fé, esperança e paciência. O amor é eterno” (1 Co 13.4-8). 

É claro que o nosso amor está bem longe de ser tudo isto, infelizmente! Mas a gente pode chegar lá! Caso contrário, Paulo também não escreveria: “marido, ame a sua mulher assim como Cristo amou a igreja e deu a sua vida por ela” (Efésios 5.25). 

O segredo deste amor, galera, é o próprio Cristo. 

Então, o dia dos namorados, que se aproxima, apesar das propagandas que eu citei, pode ser mais que um dia, um mês, um ano, ou “enquanto durar” o “amor”. Dia dos namorados ainda pode ser todos os dias, ainda pode ser como antigamente... ainda pode ser “até que a morte os separe”.



Lisieux Souza

Lisieux Souza

Olá! Meu nome é Lisieux, tenho 57 anos, moro em BH e escrevo por pura paixão. Sou poeta,teóloga e pastora...e mãe da Lili!

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