A nobre arte de ver Deus nas pequenas coisas

6.3.12 |


Todos os dias de manhã, um jovem casal acorda, faz sua oração e segue para o trabalho. Em um determinado dia, acordam alvoroçados, pois eles não escutam o som do despertador, já que dormiram mais que a cama. Pegam o carro e seguem para o trabalho com o horário apertado, trocam acusações colocando a culpa do atraso no outro; enfrentam um trânsito intenso, o que acentua ainda mais o stress e o aborrecimento do momento. No rádio, ouvem as primeiras notícias do dia que, quase nunca, são animadoras.O excesso de acusações mútuas implica em um silêncio doloroso e “barulhento”, que dura até o momento em que o marido deixa a esposa em seu trabalho, não se despede direito dela, e segue para seus afazeres.

A grande surpresa do dia estava por vir, alguns metros à frente: na esquina da rua onde sua esposa trabalha com a rua transversal, o marido observa um menino, de aproximadamente uns 10 anos, com algumas sacolas de supermercado portando algumas comprinhas rápidas, talvez solicitadas por sua mãe. Ele está esperando a oportunidade de atravessar a rua. Mesmo não tendo faixa de pedestre e vendo que não havia nenhum carro atrás, o marido pára o carro e acena para o garoto,  permitindo-lhe a travessia. Surpreendentemente, o garoto lhe acena de volta, agradecendo a gentileza com o polegar, e abre para este motorista o sorriso mais bonito e sincero que ele já havia visto. Atônito com o sorriso, o mesmo seguiu o seu percurso até o trabalho e se pôs a chorar dentro do carro, tocado por aquele simples gesto. Lembrou-se do quão boçal foi com sua esposa e, constrangido, ligou para ela pedindo perdão pelas duras palavras que falou.

Você pode considerar isto tudo apenas mais uma história piegas, mas com um adendo: o sujeito dela é este que vos escreve. Deus me deu a oportunidade de ser abençoado com o lindo sorriso do menino para que eu pudesse me reconciliar com Ele e com minha esposa. Creio que vocês tenham observado que, no dia do atraso, faltou justamente a oração, a devocional, as primícias do dia sendo entregues a Deus. Mesmo assim, a misericórdia de Deus me tocou naquela manhã,  fazendo-me entender que Ele estava comigo, mesmo que eu não O tivesse invocado.

É assim que Deus faz conosco. Este é o amor que constrange. Mesmo que nossa rotina nos cegue, Deus se mostra a nós pelo sorriso da criança, o carinho dos pais com os filhos, a flor brotando em meio às árvores, a brisa do mar. E a mesma virtude nos é dada, quando clamamos a Deus de manhã e todo este presente divino só vem fortificar a nossa fé.

Que você exercite sempre ver a Deus nas pequenas coisas. Esta é uma nobre arte, um quadro lindo que o Espírito pinta em nossos corações. Que todos nós sejamos, todos dias, a tela branca que o Espírito usa para manifestar esta expressão.




Eliézer Gomes

Eliézer Gomes

Publicitário, casado, músico por hobby, ministro de louvor, apaixonado pela escrita e agora, tentando ser blogueiro.

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2 comentários

Marcos Lamego

Se depender de vós tende paz com vossos irmãos!RM12:18

Marcos Lamego
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