É sempre amor, mesmo que mude

23.3.12 |


Essa semana escutei uma música que há muito tempo não ouvia. Parei pra refletir na letra e, num primeiro momento, ela me fez lembrar de um amigo em especial.

Nesse primeiro momento, lembrei de tempos atrás quando estudávamos juntos e compartilhávamos quase tudo. Um sabia, se não tudo, muita coisa da vida do outro. Lembrei-me das conversas amigas, papos-cabeça (ou o que achávamos ser cabeça na época), conversas fiadas. Algo que nos fazia bem, sendo um minuto ou várias horas; coisas pequenas que faziam valer a pena acordar cedo pra ir pra escola. Passado esse primeiro momento, várias outras pessoas me foram passando pela cabeça.
Pessoas que passaram pela minha vida, foram importantes, mas que a vida, a rotina, a falta de tempo, vontade, ou seja lá o que for, levaram para longe. A música também me fez lembrar de pessoas que, de alguma forma, ainda fazem parte da minha vida. Pessoas que se afastaram um pouco, mas que sei que estarão ali quando eu precisar; pessoas que não estão mais no meu dia a dia mas que, de um jeito ou de outro, ainda se fazem presentes. Mas, diante de tudo isso, o que mais me chamou a atenção nessa música foi a última estrofe: "Deixamos escapar por entre nossos dedos a chance de manter unidas as nossas vidas". 

Fiquei meditando nesses dias e os demais que se passaram: quantas chances de nos manter unidos com quem amamos nós deixamos escapar? Muitas são as desculpas e até mesmo os fatos que explicam. Mas, o que temos feito?

Tenho aprendido (ou tentado aprender e acreditar) que amor, amizade, carinho, nunca acabam, se transformam. Tudo depende de como lidamos, cuidamos e regamos nossos relacionamentos. Depende de quantas vezes buscamos estar perto, buscamos nos importar, buscamos sentir tudo aquilo que um dia sentimos.

Depois de todo esse texto confuso, só gostaria de que eu e você entendêssemos que, muitas vezes, não podemos fugir dessa situação de nos afastarmos de quem amamos. Mas no que depender do nosso esforço, que sintamos, que digamos! No que depender do nosso esforço que nos e preocupemos, que importemos!

Já para o que não mais depende de nós, quando já é fato que tudo mudou, se transformou, tomamos rumos diferentes de quem amamos, que saibemos que: "É sempre AMOR, mesmo que mude".




Anna

Anna Elisa Souza (Lili)

Sou mais conhecida como Lili. Formada em Jornalismo pela PUC Minas e apaixonada por leitura e escrita desde criança.

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