Bandeiras

13.3.12 |


“Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento.” [I Co 3.6]

Paulo esteve em Corinto pregando a palavra de Deus, e partindo ele para Síria, Corinto foi agraciada pela visita de Apolo, um homem eloqüente e poderoso nas escrituras (At 18.24). Esta situação ocorreu em muitos lugares, como Éfeso, por exemplo, e isto fez com que a palavra de Deus fosse amplamente difundida naquele lugar.
No entanto, o capítulo 3 de I Coríntios enfatiza que os as pessoas daquela região ficaram divididas, defendo “as bandeiras” dos pregadores com quem mais se identificavam e o texto mostra Paulo exortando o povo, se desfazendo dos seus méritos naquele trabalho, e incluindo o trabalho do seu “sucessor” como parte do processo de consolidação do evangelho naquele local. Os dois diretamente cooperaram para o Reino, cada uma seu tempo. Deu-se continuidade. 

Como definição de sua defesa, Paulo reitera que a verdade (ou não) das obras será vista no devido tempo. O que for verdadeiro resistirá e permanecerá ao fogo; o que for leviano, sofrerá detrimento.

Trazendo esta ênfase paulina para o nosso cenário, me entristeço muito ao ver a crescente defesa das bandeiras e a banalização do que elas realmente representam. A instituição é supervalorizada enquanto a essência da instituição que dá crédito a ela pela a Palavra de Deus, se torna secundária.

Ultimamente, tenho me recusado a ser público da mídia tele-evangelistas, pois vejo nada mais do que um palco de indiretas a quem faz concorrência ao seu “mercado”. Um diz que quem opera milagres é “o deus do ministro a” enquanto o ministro b, que outrora foi o mentor do ministro a, mostra na internet uma “manifestação demoníaca” em que o dito “capiroto” alega que é ele quem reina na igreja do desertor da “igreja verdadeira”. Ouvi de um amigo a seguinte frase: “tenho saudades do tempo em que ser crente era difícil, pois pelo menos era mais fácil e simples ser igreja. Não havia tanta corrupção, nem sede de poder”.

Este é o cenário que vemos à venda, as bandeiras suprimem a Palavra e são mais importantes que as pessoas; os pequenos reinos que competem entre si são mais importantes que o Reino Soberano de Deus.

O que devemos fazer então? Como denunciar a injustiça sendo luz?

A história deixa clara, na reforma protestante que Lutero lutou contra o sistema eclesiástico da época, não simplesmente pelo ato de ser “do contra”, mas porque tinha visão de Deus e não “se conformava com o que aquele século apresentava” (Rm 12.2). Não se conformar não é apenas ser contra, mas transformar sua contrariedade em atitude e postura.

Qual a atitude a ser tomada? Amar aos outros incondicionalmente. Levar a igreja cada vez mais para fora da estrutura física, anunciar a Deus mostrando sua bandeira como parte do Reino, e não Reino como parte da sua bandeira. Ser discípulo e fazer discípulos.

Quando um povo é verdadeiramente amado, quando uma igreja é verdadeiramente efetiva para o Reino, quando o corpo está profundamente interessado e com a Palavra de vida eterna, não há espaço para confusão, não há divisão, não existem os de Paulo e os de Apolo, somente os de Cristo Jesus.






Eliézer Gomes

Eliézer Gomes

Publicitário, casado, músico por hobby, ministro de louvor, apaixonado pela escrita e agora, tentando ser blogueiro.

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