Como crerão se não há quem pregue?

10.2.12 |


Mais uma vez pegarei um gancho no texto do meu amigo Luiz Fernando. Quando estava preparando o que ia escrever, li o texto dele e só fez confirmar aquilo que já tenho pensado. Pra que mesmo estrutura? Ela só faz sentido e é de extrema importância somente se os que fazem parte dela se importam com o que acontece dentro e, principalmente, fora dela. Conversando com minha irmã e alguns amigos, concluímos que viver o evangelho de Cristo, que se resume em amar a Deus e ao próximo, é muito simples e relativamente fácil. Vivemos em um país no qual temos liberdade de culto, de expressão. Temos algumas dificuldades, enfrentamos preconceitos e antipatias? Sim! Mas ainda assim é muito fácil falarmos de Jesus e propagarmos o seu amor.
Mas, hoje, eu queria falar de uma propagação de amor que vai além das quatro paredes do templo, não muito fácil, pra maioria das pessoas. É possível amar aquelas pessoas que, a nosso ver e no ver da sociedade é a mais desprezível? Aquela pessoa que matou uma criança, espancou o cachorro, aquela que sequestrou e/ou estuprou? É possível? A Igreja (não a igreja/estrutura), o povo de Deus tem o dever de amá-los, pregar a palavra a eles, resgatá-los? Deve orar por eles? Jesus faria isso? A Bíblia diz que TODOS pecaram e, por isso, estão destituídos da glória de Deus. Mas quem anunciará a eles que podem ser justificados gratuitamente pela graça através de Jesus, assim como nós (pecadores mais "aceitáveis") fomos? Rm. 3.23 e 24.

Pessoas para julgá-las (e não só homens da lei do país), para pisar, para apontar o dedo e odiá-las tem aos montes. Quem as amará? Quem se importará em resgatá-las do lugar de escuridão em que estão? O estuprador, o assassino, o sequestrador, o torturador, carecem da glória de Deus. Mas como saberão da verdade? Como se desviarão do seu mau caminho se quem deveria se importar está dentro de quatro paredes dizendo a Deus que O ama, que quer viver para Ele (eu me incluo, tristemente, nesse grupo)?

"Como, pois invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nunca ouviram falar? E como ouvirão se não há quem pregue?" Rm. 10. 14.

Sim, é um desafio. Disse, no início do texto, que era algo RELATIVAMENTE fácil. É fácil pelos recursos que temos e pelo país democrático em que vivemos. Mas é difícil porque somos limitados e custamos a entender que fomos chamados a AMAR e, quando entendemos, não nos dispomos a IR e sair das quatro paredes.

Assim como o Luiz, eu ainda acredito nesse evangelho puro e simples! Nesse que se importa com a salvação das pessoas. Nesse evangelho que AMA independente do passado, presente ou futuro de quem precisa dele: TODOS! "Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas"! Rm. 10.15.

Mais uma vez os convido: AMEMOS!



Anna

Anna Elisa Souza (Lili)

Sou mais conhecida como Lili. Formada em Jornalismo pela PUC Minas e apaixonada por leitura e escrita desde criança.

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Angela Garcia

"Uma coisa é amar a pregação, outra coisa é amar as pessoas para quem pregamos". Parabéns Lili, lindo texto. Que o Senhor continue te abençoando e despertando esse amor em vc.

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