Quando fins e princípios se confundem.

10.1.12 |


Como todo bom filho de Deus, tenho empenhado minha vida em adorá-lo cada vez mais. A luta é diária, muito difícil, mas estou com muita vontade de lutá-la. Tenho muitos irmãos ao meu redor tão empenhados quanto eu para esta batalha, mas, às vezes, me preocupa a finalidade de fazer parte dela.
Ouço muitos deles dizerem: “tenho me abstido disto, deixado de fazer aquilo, lutando contra aquilo outro, porque quero agradar a Deus”. Percebo neste discurso que agradar o coração de Deus tem sido a grande finalidade de tudo. Não há uma fórmula certa neste parâmetro, mas confesso que agradar a Deus como finalidade nunca deu muito certo pra mim. Parece confuso, mas consegui entender melhor os preceitos de Deus, quando adorá-lo deixou de ser uma finalidade para se tornar um princípio, uma motivação. 

Neste caso o discurso muda para “quero adorar a Deus, logo Ele me fez abster disto e deixar de fazer aquilo”. A repulsa do pecado não é toda minha, Deus me ajuda a construir este conceito. Isto não torna a batalha mais fácil, mas infinitamente mais eficiente estratégia.

Desta ideia trago alguns tópicos: 

- durante muito tempo achei que Deus se alegrava quando eu estava na igreja todos os dias, pois minha finalidade era adorá-Lo. Quando a adoração se tornou princípio, Deus me levou, em alguns momentos, para lugares fora da igreja onde pude abençoar muitas pessoas;

- durante muito tempo achei que Deus se alegrava em me ver em vários ministérios da igreja, pois minha finalidade era adorá-Lo. Quando a adoração se tornou princípio, Deus me mostrou em qual (is) ministério (s) eu seria mais útil para Ele;

- durante muito tempo eu achei que ficar em casa em um sábado a tarde era uma perda de tempo, eu tinha que fazer algo pra Deus em cada segundo, pois minha finalidade era adorá-Lo. Quando a adoração se tornou princípio, Deus me mostrou que seus filhos precisam de descanso, pois, nestes momentos, Ele pode edificá-los de forma surpreendente, em um filme, um livro, uma música;

- durante muito tempo eu achei que meu ativismo religioso era o canal da alegria de Deus, pois minha finalidade era adorá-Lo. Quando a adoração se tornou princípio, tenho entendido que nada substitui a vida no altar, mesmo que este altar por alguns momentos, tenha sido sua cama ou o sofá da sua sala.

Creio que estes tópicos tenham ajudado a entender melhor a diferença entre fins e princípios. Quando a adoração a Deus é uma finalidade, você fatalmente vai buscar algo que termine em você; quando é um princípio, você é o canal para que ação de Deus chegue até aos outros.


Eliézer Gomes

Eliézer Gomes

Publicitário, casado, músico por hobby, ministro de louvor, apaixonado pela escrita e agora, tentando ser blogueiro.

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